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“Em conjunto com as ações é importante que os gestores consultem os especialistas do setor de saúde para apoiar, validar e monitorar todas as respectivas medidas que venham a ser implementadas. Além disso, é fundamental estruturar um grupo de prevenção que seja responsável pela discussão, implementação e monitoramento das medidas de ordem sanitária. Essa equipe deve ser o principal elo entre os funcionários, a empresa e autoridades sanitárias para a discussão de dúvidas ou relato de ocorrências, como suspeitas e contágios”, afirma Éder Mutinelli, sócio-líder de consultoria da Mazars e autor do guia.

Confira abaixo algumas ações para serem implementadas nas empresas:

“As medidas de segurança devem ser aplicadas e monitoradas por todos os colaboradores. É obrigação de todos preservar, além de si mesmo, o próximo e a própria empresa”, acrescenta Mutinelli.

• Na chegada à empresa, antes da entrada, devem ser tomadas medidas preventivas como a medição de temperatura de todos antes de acessar as dependências da organização e também evitar aglomerações nos arredores ou mesmo nas portarias – manter a distância e evitar contatos físicos será fundamental.

• Rever os horários de entrada, saída, intervalos e almoço. É necessário flexibilizar e alternar para contribuir com o distanciamento social. Criar rotinas de horários que possibilitem, por exemplo, que todos os funcionários saiam da empresa no intervalo de 30 minutos (grupos saindo de 5 em 5 minutos) pode “desafogar” as saídas, estacionamentos e meios de transportes.

• Nos refeitórios, além de horários alternados, o distanciamento será fundamental. Outras medidas também merecem destaque: mesas onde sentavam quatro pessoas passam a ser ocupadas por duas de cada vez; retirar utensílios de uso geral como saleiros,garrafas de azeites, entre outros; alterar sistemas de self-service, mudar para balcões fechados onde cozinheiros e/ou garçons devidamente atentos aos aspectos de higiene sirvam as refeições, adotar a prática de retirada das máscaras apenas no momento de se alimentar e evitar conversas no refeitório; observar a “etiqueta” da tosse ou espirro em locais fechados, cobrindo a boca com um lenço ou com o antebraço; nas filas de retirada dos pratos, manter a distância entre as pessoas; no atual momento, as estruturas para lazer e descanso em locais fechados devem ser interditadas e substituídas por ambientes ao ar livre, com atenção para o devido distanciamento.

• Em todas as áreas da empresa, reuniões devem ser realizadas ao ar livre. Quando as circunstâncias não permitirem, reduzir ao máximo o número de participantes. Criar condições para distanciamento mínimo e minimizar o tempo em reunião, antecipando os assuntos por e-mails e outras ferramentas eletrônicas.

• Uniformes devem ser colocados e retiradosno ambiente da empresa com o devido cuidado para evitar o contágio; ou seja, vestiários devem ser utilizados pelos funcionários ao chegar e sair da empresa. Quando não for possível, baias de higienização de roupas e calçados devem ser instaladas nas entradas e saídas da empresa.

• Equipamentos e produtos de higienização devem estar disponíveis para todos os colaboradores, distribuídos em locais estratégicos da empresa.

• Estudos devem ser efetuados para implementação de processos de distanciamento dos colaboradores na execução de suas rotinas de trabalho, tanto no ambiente de produção como no BackOffice.

• Bebedouros de água devem ser higienizados sempre antes do uso pelos colaboradores, considerando a estrutura de cada equipamento.

• Áreas de copa e café não devem ser ocupadas por mais de uma pessoa por dois metros quadrados. Mesmo assim, devem ser evitadas ao máximo. O tempo de permanência nesses ambientes não pode ser superior ao necessário para retirada do café ou da água, evitando conversas no local.

• Para os profissionais da empresa que atuam em atividades onde a prática de home-office for possível, deve-se incentivar esse programa, mesmo que em sistemas de revezamento (dois ou três dias por semana, alternados entre os funcionários), contribuindo para a redução da ocorrência de contatos e aglomerações.

• Utilizar máscaras e luvas ao manipular materiais que serão despachados para clientes.

• Higienizar, de acordo com as respectivas características, os materiais recebidos na empresa.

• Repensar a utilização do ar-condicionado, priorizando a ventilação natural. Quando não for possível evitar o equipamento, realizar a respectiva higienização em períodos mais curtos.

• Apoiar campanhas de vacinação, incluindo a do vírus influenza, pois a ausência de outras enfermidades aumenta a imunidade do indivíduo.

• Se possível, fornecer álcool em gel e máscaras para os colaboradores levarem para suas casas ou subsidiar parte desse custo, tentando negociar uma compra em maior volume e, consequentemente, menor custo.

• Avaliar a possibilidade de aplicar testes de contágio nos colaboradores e intensificar entrevistas com especialistas de saúde para avaliações rotineiras.

A Mazars é uma parceria internacionalmente integrada, especializada em Auditoria, Consultoria, Financial Advisory Services, Serviços Tributários e BPO.

Fonte: Jornal Contábil - 25/05/2020